O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite a qualquer pessoa investir em títulos públicos de forma simples, segura e acessível. Desde novembro de 2024, não há mais valor mínimo obrigatório para aplicar — é possível investir em frações de 1% do valor de um título, o que torna essa modalidade ainda mais democrática e indicada para quem está começando a investir.

Na prática, investir no Tesouro Direto significa emprestar dinheiro ao governo em troca de uma remuneração definida no momento da compra, com diferentes opções de rentabilidade: prefixada, pós-fixada (Selic) ou atrelada à inflação (IPCA). Essa variedade permite que o investidor escolha títulos de acordo com seus objetivos — de curto a longo prazo —, sempre com a garantia do Tesouro Nacional, um dos emissores mais seguros do mercado.

Se você quer entender como investir no Tesouro Direto, quais os tipos de títulos disponíveis e por onde começar com segurança, este conteúdo é para você.

Sumário

Como investir no Tesouro Direto (passo a passo atualizado)

Para investir no Tesouro Direto, você precisa abrir conta em uma instituição habilitada, transferir o valor desejado e escolher o título que se encaixa nos seus objetivos. A seguir, o processo completo:

1. Abra uma conta em uma instituição habilitada
Escolha um banco ou corretora autorizada a operar com o Tesouro Direto, como Inter, Nubank, entre outros — dê preferência a instituições que não cobram taxa de custódia adicional, o que ajuda a aumentar sua rentabilidade líquida. 

2. Transfira o dinheiro para a instituição escolhida
Envie o valor que deseja aplicar via Pix ou TED. Como é possível comprar frações de títulos, você decide o quanto quer investir.

3. Escolha o título público
Não existe um “melhor” título do Tesouro Direto, mas sim o mais adequado ao seu perfil de investidor, objetivos e prazo de investimento. Por exemplo:

  • Tesouro Selic: mais indicado para quem quer montar uma reserva de emergência, por ter baixa oscilação e liquidez diária.
  • Tesouro IPCA+: ideal para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, por garantir ganho real acima da inflação.

4. Finalize a compra
Com o saldo disponível, conclua o investimento. A operação é processada em até um dia útil.

5. (Opcional) Ative o acesso ao portal do Tesouro Direto
O cadastro no Tesouro Direto é criado automaticamente quando você investe pela corretora. Caso queira consultar suas aplicações diretamente no portal oficial, basta ativar o primeiro acesso usando seu CPF e a senha do gov.br.

Após investir, é importante monitorar o desempenho dos títulos periodicamente. Você pode fazer isso pela área do cliente da corretora ou diretamente no site do Tesouro Direto, onde é possível consultar extratos, saldos e rentabilidades. 

Para complementar esse acompanhamento, você pode contar com o apoio de casas de análises como a Nord, que oferecem análises econômicas, relatórios e conteúdos educativos que ajudam a interpretar os impactos do cenário macroeconômico sobre seus investimentos — inclusive os de renda fixa.

Tipos de títulos do Tesouro Direto

Tipo de títuloDescriçãoPerfil ideal
Tesouro SelicTítulo pós-fixado que rende a taxa Selic, ideal para reserva de emergência e curto prazo.Investidores conservadores e com necessidade de liquidez rápida.
Tesouro PrefixadoTítulo com rentabilidade fixa definida no momento da compra, indicado para quem quer garantir uma taxa até o vencimento.Quem busca previsibilidade e pode manter o investimento até o vencimento.
Tesouro IPCA+Título que paga a variação da inflação (IPCA) mais uma taxa fixa, protegendo o poder de compra.Investidores de longo prazo que desejam proteção contra inflação.
Tesouro Renda+Título que oferece pagamentos mensais de juros por 20 anos, ideal para quem quer complementar a aposentadoria.Pessoas que buscam fluxo de caixa regular, como aposentados.
Tesouro Educa+Título que oferece pagamentos mensais de juros por 5 anos, ideal para pagamento de mensalidades universitárias.Famílias planejando custos educacionais a médio e longo prazo.

Para diversificar ainda mais seus investimentos e potencializar seus resultados, conheça as opções de ações disponíveis na Nord e amplie suas estratégias.

Por que investir no Tesouro Direto?

O Tesouro Direto se destaca como uma opção sólida para quem busca segurança e praticidade. Entre os principais motivos para investir, estão:

  • segurança: os títulos são emitidos pelo governo federal, um dos emissores mais confiáveis do mercado;
  • acessibilidade: investimentos a partir de frações pequenas, sem valor mínimo fixo;
  • liquidez: possibilidade de resgatar o investimento antes do vencimento, com negociação diária;
  • previsibilidade: rentabilidade clara em títulos prefixados e IPCA+, facilitando o planejamento financeiro;
  • diversificação: opções variadas que atendem a diferentes objetivos e perfis de investimento.

O que observar antes de investir

Alguns pontos ajudam a escolher o título mais alinhado ao seu objetivo:

  • prazo de vencimento: afeta o rendimento e o comportamento do título ao longo do tempo;
  • oscilações no curto prazo: prefixados e IPCA+ podem variar antes do vencimento;
  • objetivo financeiro: reserva de emergência, médio prazo ou aposentadoria;
  • rendimento desejado: prefixado, pós-fixado ou atrelado à inflação.

Resgate e liquidez no Tesouro Direto

O Tesouro Direto oferece liquidez diária, permitindo vender seus títulos antes do vencimento caso precise.

 O valor recebido pode variar conforme o comportamento das taxas de juros do mercado — fenômeno conhecido como marcação a mercado.

Em títulos como o Tesouro Selic, essa variação tende a ser menor. Já em prefixados e IPCA+, pode haver maior volatilidade no curto prazo, especialmente se houver mudanças relevantes nas taxas de juros.

Quanto rende o Tesouro Direto?

O rendimento dos títulos públicos varia de acordo com o tipo escolhido e se o investidor mantém o título até o vencimento ou realiza a venda antecipada. Com dados atualizados em novembro de 2025, veja a seguir os cálculos aproximados, utilizando o simulador do Tesouro Direto, que considera as expectativas do mercado para a Selic e a inflação:

  • Tesouro Selic 2028: se você investir R$ 1 mil, o rendimento será de aproximadamente R$ 271,58 brutos, totalizando R$ 1.271,58 (antes de impostos e taxas);
  • Tesouro Prefixado 2028: com uma rentabilidade de 12,75% ao ano, R$ 1 mil aplicados nesse título renderiam cerca de R$ 1.386,45 brutos até o vencimento;
  • Tesouro IPCA+ 2029: com uma rentabilidade de IPCA + 7,74% ao ano, considerando as expectativas de inflação atuais, um investimento de R$ 1 mil feito por 5 anos renderia aproximadamente R$ 1.472,64 brutos.

Esses valores são estimativas brutas para ajudar na compreensão do potencial de retorno. O rendimento real pode variar caso o título seja resgatado antes do vencimento, e também por conta de impostos, taxa de custódia da B3 (0,2% ao ano) e possíveis taxas da corretora. Quer ajuda para investir com mais segurança e estratégia?

Tributação e taxas no Tesouro Direto

Investir no Tesouro Direto implica algumas cobranças e impostos que devem ser considerados para entender o custo real da aplicação. 

O principal imposto é o Imposto de Renda (IR), que incide sobre o rendimento obtido. As alíquotas são regressivas, variando conforme o tempo que o dinheiro permanece investido: 

  • começam em 22,5% para aplicações de até 180 dias;
  • diminuem para 20% entre 181 e 360 dias;
  • caem para 17,5% entre 361 e 720 dias;
  • chegam a 15% para investimentos superiores a 720 dias. 

Observação: está sendo votada uma Medida Provisória, que pode alterar a tributação regressiva para uma alíquota única de 17,5%, independente do prazo, a valer a partir de 2026.

O IR é retido automaticamente na venda ou no resgate dos títulos.

Além disso, existe a taxa de custódia cobrada pela B3, que corresponde a 0,2% ao ano sobre o valor dos títulos, debitada semestralmente. Algumas instituições financeiras também podem cobrar taxa de administração pela intermediação do investimento, embora muitas corretoras ofereçam o Tesouro Direto sem essa cobrança, tornando o investimento ainda mais acessível.

Outro ponto importante é o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que incide em resgates feitos antes de 30 dias da compra. A alíquota é regressiva, ou seja, diminui até zerar ao completar esse período, o que desestimula a saída precoce dos recursos.

Por fim, para a declaração no Imposto de Renda, os títulos devem ser informados na ficha de “Bens e Direitos”, com o valor atualizado anualmente. Os rendimentos são declarados na ficha específica de “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva”.

Quais são os riscos de investir no Tesouro Direto?

Embora o Tesouro Direto seja considerado um dos investimentos mais seguros do mercado, por ter como emissor o governo federal, é importante entender que, como qualquer aplicação financeira, ele também envolve alguns riscos relacionados à:

  • marcação a mercado;
  • mudanças na economia;
  • liquidez.

Esses riscos, no entanto, não devem assustar, mas sim ser compreendidos para que você possa investir com segurança e tranquilidade. Entenda melhor cada um deles.

Como mencionado, um dos principais riscos está relacionado à marcação a mercado, que é a forma como o valor dos títulos oscila diariamente conforme as condições econômicas, especialmente as variações da taxa de juros e da inflação. 

Caso você decida vender seu título antes do vencimento, o preço de venda pode ser diferente do valor pago inicialmente, o que pode resultar em ganho ou perda. Por isso, os títulos Tesouro Direto Prefixado e IPCA+ são mais indicados para investidores com um horizonte de investimento mais longo, que podem aguardar o vencimento ou escolher um momento de venda que proporcione lucro, e não prejuízo.

Outro ponto importante é que mudanças na economia, como alterações na taxa Selic ou na expectativa de inflação, podem impactar a rentabilidade dos títulos, especialmente os prefixados e os indexados ao IPCA. Porém, esses movimentos são naturais do mercado financeiro e refletem as condições econômicas do país.

Além disso, há o risco da liquidez, que embora o Tesouro Direto ofereça negociação diária, em momentos de crise ou instabilidade financeira, pode haver variações maiores no preço dos títulos, o que exige cautela na hora de resgatar o investimento antecipadamente.

Em resumo, o principal conselho para quem quer investir no Tesouro Direto é entender seu perfil e objetivos. 

Com essa postura, o investimento se mostra uma opção segura, previsível e adequada para quem busca proteger o patrimônio e planejar o futuro financeiro com mais tranquilidade.

Tesouro Direto ou renda fixa tradicional?

Confira a comparação entre as principais opções de renda fixa disponíveis no mercado. Cada uma tem vantagens e limitações que devem ser avaliadas conforme o seu perfil e objetivo financeiro.

Tipo de investimentoQuem emiteRentabilidadeImpostos(*)GarantiaLiquidezPara quem é indicado
Tesouro DiretoGoverno federalPrefixada, atrelada à Selic ou à inflaçãoIR regressivo + taxa de custódia da B3Garantia do Tesouro NacionalResgate diário (com risco de oscilação)Quem busca segurança e diferentes prazos e indexadores
CDBBancosPrefixada, pós ou híbridaIR regressivoFGC (até R$ 250 mil por instituição)Pode ter liquidez diária ou no vencimentoQuem deseja rentabilidade maior que Tesouro, com risco moderado
LCI/LCABancosPrefixada, pós ou híbridaIsentas de IR FGC (até R$ 250 mil por instituição)Normalmente com carênciaQuem prioriza isenção de IR e aceita menos liquidez
DebênturesEmpresas privadasGeralmente mais alta que CDBs e TesouroIR regressivo (exceto incentivada)Sem FGCBaixa, com risco de mercadoInvestidores com perfil moderado a agressivo, em busca de maior retorno
CRI/CRAEstruturas securitizadorasAtrelada a índices como IPCA + jurosIsentasSem FGCBaixa, com risco de mercadoInvestidores com perfil moderado a agressivo, em busca de maior retorno

*Está em votação uma Medida Provisória que pode substituir a tributação regressiva por uma alíquota única de 17,5%, independente do prazo, a ser válida a partir de 2026. Para os investimentos isentos (LCI, LCA, CRI, CRA e Debêntures Incentivadas), uma nova alíquota de 5% poderia ser aplicada, também a partir de 2026, caso seja aprovada.

Promoção Black Friday TD: cashback para novos investidores

O Tesouro Direto lançou a campanha Black Friday TD para incentivar novos investidores. A promoção oferece um cashback em forma de investimento no Tesouro IPCA+ 2029 para quem aplicar em títulos do programa dentro do período de participação.

Entenda como funciona:

1. Invista
Aplique pelo menos R$ 50 em um único título do Tesouro Direto, utilizando uma das corretoras participantes, entre 3/11 e 7/12/2025.

2. Mantenha o investimento
O valor aplicado precisa permanecer investido até 31/12/2025.

3. Receba o cashback
Quem cumprir as regras recebe, no dia 8 de janeiro de 2026, um investimento no Tesouro IPCA+ 2029 no valor mínimo (aproximadamente R$ 30, sujeito à variação).

Quem pode participar da campanha de cashback do Tesouro Direto?

A promoção é válida para quem nunca investiu no Tesouro Direto ou não possui títulos ativos desde 1º de setembro de 2025.

Quem cumprir as regras recebe, no dia 8 de janeiro de 2026, um investimento no Tesouro IPCA+ 2029 no valor mínimo (aproximadamente R$ 30, sujeito à variação).

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