O CDB da MagaluPay tem chamado a atenção dos investidores ao oferecer rentabilidade de até 104,5% do CDI, em um cenário de juros elevados no Brasil. Mas será que esse investimento realmente vale a pena?

Neste conteúdo, analisamos o CDB da MagaluPay em detalhes, incluindo rentabilidade, riscos, segurança e comparação com outras alternativas, para ajudar você a decidir se faz sentido investir.

O que é a MagaluPay

A MagaluPay é a financeira do grupo Magazine Luiza, estruturada como uma SCFI (Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento). 

A empresa recebeu autorização do Banco Central em fevereiro de 2025 para operar como instituição financeira, podendo oferecer crédito e produtos de investimento, como CDBs.

A iniciativa faz parte da estratégia da Magalu de expandir sua atuação em serviços financeiros, integrando crédito, seguros, consórcios e investimentos ao seu ecossistema digital e físico.

O objetivo é conseguir oferecer, além de soluções pontuais de pagamento e de crédito, instrumentos que possibilitem relacionamento mais longevo e contínuo com o consumidor.

Quanto rende o CDB da MagaluPay a 104,5% do CDI

Com o CDI próximo de 14,65% ao ano (valor aproximado em linha com a Selic atual em 14,75%), o rendimento bruto seria em torno de:

  • Rentabilidade anual: cerca de 15,31% ao ano
  • Valor bruto após 1 ano (aplicando R$ 10 mil): aproximadamente R$ 11.530,93

Após o desconto de imposto de renda (alíquota de 17,5% para prazo de até 2 anos), o valor líquido aproximado seria:

  • Valor líquido: cerca de R$ 11.263,01
  • Ou seja, um ganho líquido próximo de R$ 1.263,01 no período de um ano.

Simulação: poupança vs CDB da MagaluPay

ValorPoupançaCDB
R$ 100,00R$ 107,90R$ 112,09
R$ 500,00R$ 539,49R$ 560,43
R$ 1.000R$ 1.078,98R$ 1.120,86
R$ 10.000R$ 10.789,93R$ 11.208,63

*Simulação feita com taxas de 30/03/2026. Os valores estão líquidos de Imposto de Renda e IOF. A simulação considera o investimento por 1 ano ininterrupto.

O CDB da MagaluPay é seguro

O CDB do MagaluPay conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição em caso de problemas com o emissor.

Além disso, a financeira possui rating AA-(bra) atribuído pela Fitch, com perspectiva estável, indicando baixo risco de crédito dentro do contexto brasileiro.

Apesar disso, é importante lembrar que:

  • não é um grande banco tradicional
  • está em fase de expansão
  • possui histórico mais curto

Por isso, a avaliação da agência de rating e a cobertura do FGC não eliminam a necessidade de análise de crédito. Confira, a seguir.

Avaliação da MagaluPay

A MagaluPay (SCFI) recebeu autorização do Banco Central e iniciou suas operações em fevereiro de 2025. Nesse sentido, o histórico ainda curto limita uma análise mais aprofundada da financeira.

A proposta é ampliar a oferta de crédito dentro do ecossistema do Magazine Luiza, facilitando o acesso ao consumo. Atualmente, a carteira é composta integralmente por crédito direto ao consumidor (CDC), uma modalidade que, por natureza, apresenta maior risco. 

Por isso, de acordo com a classificação do Banco Central, essas operações se concentram na faixa mais arriscada (nível C5).

A classificação AA- atribuída pela Fitch reflete, em parte, o porte ainda reduzido da financeira dentro do grupo, além da expectativa de eventual suporte do controlador, se necessário.

Resultados financeiros da Magalupay em 2025. Fonte: MagaluPay. Elaboração: Nord Research
Classificação por Nível de Risco - Carteira CDC em 2025. Fonte: MagaluPay. Elaboração: Nord Research

Vale a pena investir no CDB da MagaluPay?

Considerando o histórico ainda limitado e o modelo de negócios voltado ao varejo, entendemos que o ativo exige maior cautela neste momento. Por ora, optamos por ficar de fora, mantendo o monitoramento da evolução dos resultados e da execução da estratégia ao longo do tempo.

O que avaliar antes de investir em CDBs

Antes de aplicar em um CDB, o investidor deve analisar alguns pontos essenciais:

  • liquidez (diária ou no vencimento)
  • prazo do investimento
  • alíquota de imposto de renda
  • cobertura do FGC
  • qualidade do emissor

Esses fatores ajudam a entender se o investimento está alinhado aos seus objetivos, especialmente em estratégias como reserva de emergência ou busca por maior rentabilidade.

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