Casas Bahia (BHIA3): prejuízo cai 82,5% no 4T25; veja análise
Casas Bahia (BHIA3) registra receita de R$ 8,5 bi no 4T25. Veja análise dos resultados, dívida e perspectivas para a empresa
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) apresentou resultados mistos no 4T25, com receita de R$ 8,5 bilhões, alta de +6% na comparação anual. O Ebitda foi de R$ 826 milhões, crescimento de +29%. Ainda assim, reportou prejuízo ajustado de R$ -79 milhões, queda de 82,5% em relação ao prejuízo de R$ -452 milhões no 4T24.

Destaques do Grupo Casas Bahia (BHIA3) no 3T25
As vendas totais da empresa (GMV) cresceram +9%, com estabilidade nas vendas das lojas físicas (+0,2%), crescimento de +26% no digital próprio (1P) e de +16% em seu marketplace (3P). O crescimento da receita foi menor do que o das vendas devido ao maior peso do e-commerce.
A margem bruta reportada pela companhia foi +0,7 p.p. maior. Contudo, excluindo o impacto positivo não recorrente do estorno do DIFAL, houve recuo de -1,3 p.p. (29,5%), devido ao mix de canais e à menor penetração de serviços.
A companhia conseguiu manter suas despesas estáveis, mas, ainda assim, a margem Ebitda ex-DIFAL recuou -0,3 p.p. (7,7%), interrompendo a tendência de ganho de alavancagem operacional entregue por oito trimestres consecutivos.
Com um resultado financeiro melhor, mas ainda negativo (R$ -577 milhões vs. R$ -921 milhões), a companhia reduziu seu prejuízo para R$ -79 milhões. No trimestre, a empresa conseguiu converter cerca de R$ 2 bilhões de sua dívida em ações e reduzir sua dívida em mais R$ 610 milhões com renegociações. Dessa forma, sua alavancagem caiu para 0,4x Ebitda.
Quais as perspectivas para Grupo Casas Bahia (BHIA3) em 2025?
Em 2025, a companhia entregou crescimento de +7% na receita, +30% no Ebitda e reportou prejuízo de R$ -1,5 bilhão (vs. R$ -1 bilhão em 2024), com a operação melhorando, mas o resultado final ainda bastante pressionado pela dívida elevada.
Para 2026, o mercado projeta atualmente crescimento de +7,5% na receita, mas com contração de margem e Ebitda estável. Apesar da redução na alavancagem, o mercado ainda espera prejuízo de R$ -850 milhões para a companhia neste ano.
Vale a pena investir no Grupo Casas Bahia (BHIA3)?
Se, por um lado, a companhia interrompeu o ciclo de evolução da margem operacional, por outro, a redução da alavancagem deve trazer alívio financeiro a partir de 2026. Contudo, diante de um ambiente ainda desafiador, com juros elevados e alta competição, mantemos nossa recomendação de evitar o papel por ora.

