Boletim de FIIs: HSML11 pode levantar mais de R$ 140 milhões com venda no Pátio Maceió
HSML11 pode vender fatia do Shopping Pátio Maceió e levantar R$ 143,5 milhões para reduzir alavancagem do fundo
O IFIX fechou a semana (entre 24/04 e 01/05) com uma alta de 0,03%, aos 3.929,91 pontos, após semanas de altas. Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses, o índice sobe +15,16%. Acompanhe, a seguir, as principais divulgações de fatos relevantes e comunicados ao mercado.
Maiores altas
| Fundo | Variação |
| HGRE11 | +3,96% |
| RZAT11 | +3,27% |
| HGCR11 | +2,20% |
| GTWR11 | +2,18% |
| KCRE11 | +2,15% |
Fonte: Economatica
Maiores baixas
| Fundo | Variação |
| MFII11 | -8,77% |
| RZTR11 | -5,38% |
| TOPP11 | -5,03% |
| HCTR11 | -3,91% |
| URPR11 | -3,84% |
Fonte: Economatica
Atualizações do mercado
HSML11 firma MOU para venda parcial do Shopping Pátio Maceió e busca reduzir alavancagem
O HSI Malls Fundo de Investimento Imobiliário (HSML11) comunicou a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MOU) para uma potencial alienação de até 49% de participação no Shopping Pátio Maceió. Atualmente, o Fundo detém 70% do ativo, que representa cerca de 15% do NOI do portfólio (dados de março de 2026).
A operação prevê, inicialmente, a venda direta de 19% por aproximadamente R$ 143,5 milhões, a um cap rate estimado de 7,9% ao ano. Essa etapa pode resultar em um ganho de capital da ordem de R$ 66,3 milhões, equivalente a cerca de R$ 3,11 por cota.
Quanto aos 30% adicionais, o comprador terá uma opção de aquisição, estruturada originalmente em fevereiro de 2024, o que mantém flexibilidade para eventual desinvestimento futuro.
Adicionalmente, a estrutura da operação prevê que o HSML permaneça exposto ao ativo de forma indireta, por meio de um FII a ser criado, dividido em cotas sênior e subordinada. Esse veículo terá prazo de cinco anos (com possibilidade de ajuste), e pode gerar ganhos adicionais estimados em até R$ 45,1 milhões (R$ 2,11 por cota) ao longo do período.
Segundo a gestão, a transação está alinhada à estratégia de redução da alavancagem do Fundo, ao mesmo tempo em que preserva potencial de upside via estruturação do novo veículo.
PMLL11 assina MOU para venda do Shopping Park Sul e amplia exposição ao Shopping Taboão
O Pátria Malls (PMLL11) comunicou a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MOU) para a venda de 100% de sua participação (40%) no Shopping Park Sul, em Volta Redonda/RJ, pelo valor total de R$ 159,52 milhões.
A operação será parcialmente liquidada por meio de permuta, com R$ 84,09 milhões convertidos na aquisição de 8,56% do Shopping Taboão, em Taboão da Serra/SP, onde o Fundo já possui participação de 8%. Com isso, o PMLL amplia sua exposição a um ativo considerado mais estratégico. O cap rate estimado de entrada nessa aquisição é de 8,7%, com base no NOI projetado para os próximos 12 meses.
A venda do Park Sul foi realizada a um preço cerca de 31% acima do valor investido e 25% superior ao último laudo de avaliação, refletindo um cap rate de saída de 8,1%. O ativo apresenta taxa de ocupação próxima de 99%, além de crescimento recente de 4,2% no NOI/m² e 16,8% nas vendas/m².
A parcela em dinheiro soma R$ 75,43 milhões, sendo R$ 36,62 milhões pagos no fechamento e o restante distribuído em quatro parcelas semestrais de R$ 9,7 milhões, corrigidas pelo IPCA.
A transação pode gerar um ganho de capital estimado em R$ 0,94 por cota, e a gestão reiterou o guidance de R$ 1,00 por cota até o final de 2026, reforçando o momento operacional favorável do Fundo.
RCRB11 firma novo contrato no JK Financial Center e eleva aluguel por m²
O Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) informou a assinatura de um novo contrato de locação com a Belliz, referente a um conjunto de 972,74 m² no Edifício JK Financial Center, em São Paulo/SP.
O contrato possui prazo de cinco anos e contribui para manter o ativo com vacância física zerada. Após o período de carências e eventuais descontos, a operação deve gerar um incremento de aproximadamente R$ 0,05 por cota no resultado do Fundo.
O espaço havia sido recentemente devolvido por um inquilino anterior e, na nova negociação, foi possível capturar um aumento real de cerca de 26% no valor de locação por m², evidenciando a resiliência do ativo e sua capacidade de reposição a preços mais elevados.
No curto prazo, não são esperadas mudanças no guidance de rendimentos, em linha com o que já vinha sendo indicado pela gestão.

