Altcoin: o que é, como funciona e quais as principais criptomoedas

ltcoins são todas as criptomoedas além do Bitcoin. Conheça os tipos, as maiores, como analisar projetos, os riscos e as regras de tributação no Brasil

Luiz Pedro Andrade de Oliveira 22/05/2026 11:17 13 min
Altcoin: o que é, como funciona e quais as principais criptomoedas

Altcoins — termo que vem de "alternative coins", ou moedas alternativas — são todas as criptomoedas que não são o Bitcoin. Criadas a partir de 2011, representam hoje mais de 44% do mercado global de criptoativos e somam milhares de projetos com propósitos distintos: desde plataformas de contratos inteligentes como Ethereum e Solana, até stablecoins atreladas ao dólar, memecoins e tokens lastreados em ativos reais.

Diferente do Bitcoin, que foi criado como uma reserva de valor descentralizada, as altcoins surgiram para resolver problemas específicos: velocidade de transações, privacidade, acesso a finanças descentralizadas (DeFi) ou governança de protocolos. Cada projeto tem sua própria regra de emissão, mecanismo de consenso e caso de uso.

No Brasil, a compra e custódia de altcoins são regulamentadas pelo Banco Central desde 2023, com regras específicas de tributação no Imposto de Renda. Ao longo deste artigo, você vai entender como funcionam, quais são as principais categorias, como analisar um projeto antes de investir e quais os riscos envolvidos.

Sumário

Quais são os tipos de altcoins?

As altcoins podem ser agrupadas em cinco categorias principais, de acordo com sua função e tecnologia:

TipoFunção principalExemplos
Altcoins de pagamentoRealizar transações digitais sem intermediários, com mais velocidade e custo menor que o BitcoinLitecoin (LTC), Bitcoin Cash (BCH), Stellar (XLM)
Altcoins de plataformaSustentar redes de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas (DApps)Ethereum (ETH), Solana (SOL), Binance Coin (BNB)
Altcoins de utilidadeDar acesso a produtos, serviços ou direitos de voto dentro de um ecossistema específicoChainlink (LINK), Uniswap (UNI), Aave (AAVE)
Altcoins com lastro em ativos reaisRepresentar ativos físicos ou financeiros tokenizados, como imóveis, recebíveis e commoditiesTokens de renda fixa digital, créditos de carbono, Ações tokenizadas, Stablecoins
MemecoinsApelo viral e comunitário, geralmente sem utilidade prática definidaDogecoin (DOGE), Shiba Inu (SHIB)

Cada categoria carrega um perfil de risco, liquidez e potencial de retorno diferente. Altcoins de plataforma como Ethereum tendem a ter maior profundidade de mercado e casos de uso consolidados. Memecoins, por outro lado, são altamente especulativas — seus preços respondem mais a postagens em redes sociais do que a fundamentos do projeto. 

Qual foi a primeira Altcoin?

A primeira altcoin foi o Namecoin, lançada em 2011. Ela é projetada para ser uma alternativa descentralizada e de código aberto ao sistema de registro de domínios na internet. 

Além disso, foi a primeira a utilizar o conceito de "merged mining", permitindo que os mineradores pudessem minerar tanto Bitcoin quanto Namecoin simultaneamente. Essa moeda, hoje, não tem mais adesão e nem é atualizada.

Quais são as maiores altcoins?

O tamanho de uma altcoin é medido pela capitalização de mercado — resultado da multiplicação do preço unitário pela quantidade de moedas em circulação. Confira as maiores altcoins por market cap em maio de 2026, segundo o CoinMarketCap:

AltcoinPreço (US$)Tipo
1Ethereum (ETH)US$ 2.143Contratos inteligentes
2XRPUS$ 1,38Pagamentos globais
3Tether (USDT)US$ 1Stablecoin
4BNBUS$ 650Contratos Inteligentes/Utilidade
5Solana (SOL)US$ 86Contratos inteligentes
6USDCUS$ 1Stablecoin
7Dogecoin (DOGE)US$ 0,10Memecoin
8Cardano (ADA)US$ 0,26Contratos inteligentes
9TRON (TRX)US$ 0,37Contratos inteligentes
10Hyperliquid (HYPE)US$ 59,03Derivativos descentralizados

Dados: CoinMarketCap, maio de 2026. Preços e posições mudam diariamente.

Quais são as melhores Altcoins?

Algumas das principais altcoins são:

  • Ethereum (ETH);
  • Solana (SOL);
  • Avalanche (AVAX);
  • Chainlink (LINK);
  • Aave (AAVE);
  • Near (NEAR).

Vale mencionar que estimativas apontam que atualmente existem mais de 9 mil altcoins no mundo. Mas, o Bitcoin continua sendo a criptomoeda mais negociada.

Qual a diferença entre Bitcoin e altcoin?

A principal diferença entre Bitcoin e altcoins é sua estrutura e como elas funcionam no ecossistema das criptomoedas. 

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda e é baseada em um método de consenso chamado Proof-of-Work. Já as altcoins são todas as outras criptomoedas que não são Bitcoin e muitas delas operam usando um sistema diferente chamado Proof-of-Stake. 

Além disso, o Bitcoin é conhecido por seu papel pioneiro e segurança aprimorada por meio de mineração intensiva, mas as altcoins podem oferecer diferentes soluções para problemas específicos, como velocidade de transações e taxas reduzidas. 

Enquanto o Bitcoin estabeleceu o padrão inicial, as Altcoins buscam inovar e oferecer alternativas, introduzindo diferentes regras, como contratos inteligentes e tokens não fungíveis (NFTs), para atender às necessidades dos usuários.

Resumindo: cada cripto tem uma lógica, uma proposta e uma regra de emissão diferente.

O que são altcoins e stablecoins?

Como já mencionado, altcoins são todas as criptomoedas que não são o Bitcoin. Essa é uma categoria mais genérica que engloba muitas moedas com diferentes tecnologias, regras de consenso, aplicativos e propósitos.

Já as stablecoins são um tipo específico de criptomoeda projetada para ter um valor estável em relação a uma moeda fiduciária. Para isso, o valor de uma stablecoin é vinculado a um ativo estável, como moedas fiduciárias (como o dólar americano ou o euro), commodities (como ouro) ou até mesmo outras criptomoedas. 

Alguns exemplos são:

  • Tether (USDT);
  • USD Coin (USDC);
  • Binance USD (BUSD);
  • TerraUSD (UST).

Como analisar altcoins antes de investir?

Não existe fórmula oficial para avaliar uma altcoin, pois o valor desses ativos é influenciado por expectativas, adoção e fatores emocionais que nenhum modelo consegue prever com precisão. Ainda assim, alguns critérios fundamentais ajudam a separar projetos com base sólida de apostas puramente especulativas.

Whitepaper e roadmap 

O whitepaper descreve o problema que a altcoin se propõe a resolver e como a tecnologia funciona. O roadmap mostra as próximas etapas de desenvolvimento. Projetos sem whitepaper claro ou com roadmap vago merecem atenção redobrada, pois são sinais de falta de planejamento ou de intenção de enganar investidores.

Tokenomics — distribuição e emissão

Entender quem detém os tokens e em que proporção é essencial. Projetos que concentram grande parte dos tokens na equipe desenvolvedora, em pré-investidores ou na tesouraria do projeto criam risco de venda massiva futura, o que pode derrubar o preço. Também é importante avaliar o limite máximo de emissão: ativos com oferta infinita tendem a sofrer pressão inflacionária sobre o preço.

Atividade on-chain

Monitorar endereços ativos, volume de transações e fluxo de depósitos em exchanges ajuda a entender se a adoção é real ou artificial. Uma altcoin com alto preço, mas baixa atividade on-chain, pode estar sendo sustentada por especulação, não por uso efetivo.

Concorrência e posição de mercado

Existem mais de 700 altcoins com alto volume de negociação. Avaliar a posição de uma altcoin dentro do seu segmento, e quais concorrentes existem com proposta semelhante, é fundamental. Liderar um segmento hoje não garante performance positiva amanhã se um concorrente mais eficiente surgir.

Liquidez e acesso

Para o investidor brasileiro, é importante verificar se a altcoin está disponível em exchanges de criptomoedas regulamentadas no Brasil, como Mercado Bitcoin, Coinbase ou Binance, e se tem volume de negociação suficiente para comprar e vender sem impactar o preço. Altcoins listadas apenas em exchanges descentralizadas (DEXs) apresentam maior risco de liquidez falsa e manipulação de mercado.

Quais os riscos de investir em altcoins?

Altcoins são ativos de alto risco, pois são mais voláteis que o Bitcoin e sujeitos a fatores que vão além das oscilações normais de mercado. Conhecer esses riscos antes de investir é tão importante quanto entender o potencial de retorno.

Volatilidade extrema

Os preços das altcoins podem cair 40%, 70% ou mais em poucos dias — e recuperar parte desse valor com a mesma velocidade. Essa volatilidade é influenciada por fatores emocionais, postagens em redes sociais e movimentos especulativos, não apenas por fundamentos do projeto. Altcoins menores e com baixa liquidez são especialmente vulneráveis.

Risco de projeto

Se uma rede perde usuários, sofre um ataque técnico ou simplesmente deixa de ser relevante, o token perde valor junto com ela. Muitas altcoins nunca alcançam adoção significativa — e algumas são criadas exclusivamente para enriquecer os fundadores às custas dos investidores, prática conhecida como rug pull.

Liquidez falsa em exchanges descentralizadas

Altcoins listadas apenas em DEXs (exchanges descentralizadas) são especialmente arriscadas. Práticas enganosas de liquidez são comuns nesse ambiente, o que cria uma impressão falsa de volume e valorização. Além disso, alguns contratos inteligentes têm funções que permitem ao criador impedir vendas ou acessar os fundos dos investidores.

Ambiguidade regulatória

A regulamentação de criptoativos ainda está em desenvolvimento no Brasil e no mundo. Uma altcoin que está em conformidade hoje pode ser enquadrada como valor mobiliário amanhã. Isso afeta sua liquidez, acesso em exchanges e até a legalidade da posse em determinadas jurisdições.

Golpes e promessas de retorno garantido

Desconfie de qualquer promessa de lucro garantido em altcoins, seja em projetos de mineração na nuvem, robôs de arbitragem ou esquemas de indicação. Essas ofertas geralmente são golpes. Fuja de propostas que exijam decisão imediata ou que prometam rendimentos fixos em ativos que, por natureza, não têm retorno previsível.

O que é altcoin season?

Altcoin season, ou "altseason", é o período em que as altcoins registram valorização significativamente maior que o Bitcoin

O fenômeno geralmente ocorre quando o Bitcoin já acumulou uma alta relevante e os investidores começam a migrar parte dos lucros para ativos com maior potencial de valorização no curto prazo.

Na prática, a altseason é identificada pelo Índice de Temporada de Altcoins, calculado pelo CoinMarketCap e pelo CoinGecko, que mede quantas das 50 maiores altcoins superaram o Bitcoin nos últimos 90 dias. Quando esse número ultrapassa 75%, o mercado é classificado como "altcoin season".

O fenômeno é influenciado por uma combinação de fatores: aumento geral do interesse em criptomoedas, lançamento de novos projetos relevantes, mudanças regulatórias favoráveis e crescimento do volume em exchanges. 

Em 2026, o mercado opera em modo seletivo, com XRP e Solana liderando a valorização entre as grandes altcoins, enquanto a maioria dos ativos menores ainda não acompanhou o movimento.

Vale lembrar que a altseason não é um ciclo garantido nem previsível. Identificar o início e o fim desse período com precisão é difícil até para analistas experientes — e tentar "acertar o timing" é uma das principais causas de perdas entre investidores de criptomoedas.

Altcoins são regulamentadas no Brasil?

Sim. No Brasil, a compra, venda e custódia de altcoins são totalmente permitidas e regulamentadas. O marco regulatório do setor foi estabelecido pelo Decreto 11.563, publicado em junho de 2023, que designou o Banco Central como órgão responsável pela supervisão das empresas que atuam com criptoativos no país.

Isso significa que exchanges que operam no Brasil precisam seguir regras específicas de funcionamento, o que oferece maior proteção ao investidor em comparação com plataformas não regulamentadas.

Tributação no Imposto de Renda

As altcoins devem ser declaradas na ficha "Bens e Direitos" do Imposto de Renda, sob o código de criptoativos. As regras de tributação sobre ganhos de capital são:

  • ganhos mensais de até R$ 35.000 em vendas de criptoativos são isentos de IR — e devem ser informados na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis";
  • ganhos acima de R$ 35.000 no mês seguem a tabela progressiva de ganho de capital: 15% até R$ 5 milhões, 17,5% até R$ 10 milhões, 20% até R$ 30 milhões e 22,5% acima disso;
  • o IR deve ser recolhido via DARF até o último dia útil do mês seguinte à venda.

Atenção: as regras de tributação de criptoativos podem ser atualizadas pela Receita Federal. Recomenda-se consultar um contador especializado para situações mais complexas, como operações frequentes, staking ou recebimento de altcoins como pagamento.

Vale a pena investir em Altcoins?

Depende do perfil do investidor, da tolerância ao risco e dos objetivos financeiros. Altcoins oferecem potencial de valorização acima do Bitcoin em determinados ciclos de mercado, mas também carregam riscos significativamente maiores, incluindo volatilidade extrema, risco de projeto e ausência de garantias regulatórias.

Para investidores conservadores, a exposição a altcoins deve ser pequena em relação ao total do portfólio. Para perfis mais arrojados, altcoins de plataformas consolidadas, como Ethereum e Solana, tendem a oferecer melhor relação risco-retorno do que projetos menores e menos líquidos.

O mais importante é não investir por impulso ou por influência de redes sociais. Uma decisão bem fundamentada começa pela análise do projeto, pela compreensão dos riscos e pela definição de quanto você está disposto a perder — porque em altcoins, essa possibilidade é real.

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Como investir em Altcoins?

O investimento em Altcoins é feito como em qualquer criptomoeda. Confira o passo a passo a seguir: 

1. Escolha uma exchange regulamentada

No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin, Coinbase e Binance operam dentro do marco regulatório estabelecido pelo Banco Central. Prefira plataformas com histórico consolidado de segurança e volume de negociação relevante e evite exchanges desconhecidas ou que operem apenas fora do país.

2. Crie e verifique sua conta

O processo de cadastro exige verificação de identidade (KYC) — envio de documento e selfie. É uma etapa obrigatória nas exchanges regulamentadas e uma camada de proteção para o investidor.

3. Deposite recursos

Transfira o valor desejado via PIX ou TED para a conta da exchange. Defina previamente quanto você está disposto a alocar em altcoins e mantenha esse limite independentemente das oscilações do mercado.

4. Pesquise antes de comprar

Antes de escolher uma altcoin, avalie whitepaper, tokenomics, liquidez e posição de mercado — conforme os critérios da seção "Como analisar altcoins" deste artigo. Evite comprar por recomendação de influenciadores ou grupos no Telegram sem verificar os fundamentos do projeto.

5. Execute a compra e defina sua custódia

Com a análise feita, selecione a altcoin na plataforma e execute a compra. Decida se vai manter os ativos na exchange ou transferir para uma wallet pessoal — lembrando que na auto-custódia apenas você tem acesso às chaves privadas.

6. Acompanhe e rebalanceie

Monitore periodicamente o desempenho dos ativos e o cenário do mercado. Altcoins exigem acompanhamento mais ativo do que investimentos tradicionais. Dessa forma, ajustes na alocação podem ser necessários conforme o ciclo de mercado muda.

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Perguntas frequentes

Preciso de uma carteira (wallet) para comprar altcoins?

Não é obrigatório. Ao comprar em uma exchange regulamentada no Brasil, você pode manter os ativos custodiados na própria plataforma. A transferência para uma wallet pessoal é recomendada para quem deseja maior controle e segurança, especialmente em valores mais altos, pois na auto-custódia apenas você tem acesso às chaves privadas.

Existe retorno garantido em altcoins?

Não. Altcoins são ativos de alto risco e sem qualquer garantia de retorno. Desconfie de promessas de lucro fixo, robôs de arbitragem ou esquemas de mineração na nuvem, pois essas ofertas, geralmente, são golpes. O investimento em altcoins deve ser feito com capital que você aceita perder parcialmente. 

Qual a diferença entre altcoin e token?

Altcoin é uma criptomoeda que opera em sua própria blockchain, como Ethereum e Solana. Token é um ativo digital criado dentro de uma blockchain já existente, usando sua infraestrutura. Isso quer dizer que toda altcoin pode ser chamada de criptomoeda, mas nem todo token é uma altcoin no sentido estrito do termo. 

O que é dominância do Bitcoin e como ela afeta as altcoins? 

A dominância do Bitcoin mede o percentual do mercado total de criptoativos que o Bitcoin representa. Quando a dominância cai — ou seja, o Bitcoin perde participação relativa — historicamente é um sinal de que capital está migrando para altcoins, o que pode indicar o início de uma altcoin season. Em maio de 2026, a dominância do Bitcoin está em torno de 59-60%.

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